quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

“Não” à demarcação de terras indígenas!



Milhares de pessoas protestam contra demarcação indígena no Oeste do Paraná  

Nem a chuva conseguiu segurar a multidão que saiu às ruas em manifestação contra a demarcação de terras indígenas em Guaíra, Paraná. 
Marcada para acontecer às 13h00, a aglomeração começou mais cedo, com a presença de produtores rurais, comerciantes, donas de casa, representantes do Legislativo e da prefeitura. 
A boa surpresa foi a grande participação de vizinhos, das cidades de Terra Roxa, Marechal Cândido Rondon, Mercedes e Mundo Novo. A cidade parou para a passeata, com os comércios todos fechados.
A população guairense conseguiu fazer o que pretendia; manifestar de forma pacífica e levar seu recado ao Governo Federal, Ministério Público, Justiça Federal e FUNAI, dizendo “não” à demarcação. 
Carregando bandeiras do Brasil, além de cartazes e faixas, a caminhada teve início na frente do Banco do Brasil e seguiu sentido Ministério Público, onde foi cantado o Hino Nacional. 
Na sequência, seguiram até próximo à ponte Ayrton Senna, onde cantaram mais uma vez o hino e chamaram a atenção de outras pessoas, que seguiam para a ponte sentido Mato Grosso do Sul e Paraguai, como também, sentido Paraná, para o problema que Guaíra vem enfrentando.


Há alguns anos, a FUNAI vem buscando finalizar os estudos e o processo de criação da reserva guarani-kaiowá (a “tekowá/guaçu/guairá”), com a pretensão de ocupar 11 mil alqueires (cerca de 30 mil hectares) do território dos municípios de Guaíra e Terra Roxa, correspondente a 30% da área agricultável que circunda os rios Paraná, Taquari e Iguaçu. 
No meio desse território pretendido pela FUNAI, estão milhares de colonos que ali habitam e produzem desde o século passado. Além disso, através do mapa, é possível ver boa parte da área urbana ameaçada.
No momento final da manifestação, algumas pessoas aproveitaram para reforçar o pedido de união dos guairenses, como o Presidente do Sindicato Rural de Guaíra, Silvanir Rosset, que citou o triste fim de Suiá Missu (MT), agora terra fantasma desde que passou a pertencer à reserva indígena dos índios Xavantes.
Silvanir se referiu a ONGs estrangeiras que se encontram por trás das nossas riquezas, e convidou os guairenses para a ação. Na oportunidade, a advogada e produtora guairense,Simone Vanin, destacou que Guaíra foi colonizada há mais de 50 anos, e que na época não havia nenhum índio. 
Já o prefeito de Terra Roxa, Altair Pádua, falou sobre o problema que também afeta o seu município e pediu a união de todos.






Fonte://ongdip.wordpress.com/2017/12/06/cerca-de-oito-mil-pessoas-caminharam-pelas-ruas-de-guaira-contra-a-demarcacao/

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

Oeste do Paraná em pé de guerra contra invasões indígenas bafejadas pela FUNAI



Moradores da fronteira fazem manifestação contra invasão indígena 
Produtores rurais de Guaíra, no Paraná, estão se mobilizando via redes sociais, para um protesto hoje, dia 6/12, contra uma possível reserva indígena em área rural e urbana da cidade.
A manifestação acontecerá às 13,00h, em frente ao Banco do Brasil, ao lado da Justiça Federal, e deve percorrer as principais avenidas de Guaíra.
Anteontem, em sessão da Câmara municipal, os vereadores se revezaram na Tribuna para discutir esta propalada demarcação. Alguns chegaram a gravar vídeos pedindo o apoio da população contra a pretensão da FUNAI.
Um caminhão carregado com madeira, parado em um posto de gasolina próximo à cidade, foi identificado por moradores como “encomenda” para as invasões indígenas. 
De acordo com informações, o caminhão identificado seria apenas o primeiro de uma dezena de outros que estariam se dirigindo para Guaíra com carregamento. Alguns veículos de comunicação entraram em contato com a FUNAI a fim de obter informações sobre a carga, mas não obtiveram resposta.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Conselheiro Acácio: "Nunca confiar nos agentes da esquerda"



A perversão do Cadastro Ambiental Rural (CAR)



Concebido como porta de entrada do setor rural nas novas regras ambientais estabelecidas pela Lei 12.651, o Cadastro Ambiental Rural (CAR) virou mais um instrumento de perseguição e punição dos produtores rurais.

Um recente estudo feito pelo Climate Policy Initiative (CPI) comparou legislações de proteção florestal e de uso da terra de sete países, dentre os dez maiores player agrícolas, quais sejam, Argentina, Brasil, Canadá, China, França, Alemanha e Estados Unidos, e concluiu que nenhum deles tem regras ambientais mais rígidas do que a brasileira.

Apesar disso, o setor rural defendeu em peso as novas regras e aceitou enviou toas as informações relacionadas aos seus imóveis rurais como forma de iniciar o processo de regularização.

Durante a tramitação do texto no Congresso sempre houve um receio muito grande em relação ao CAR. O Senador Ronaldo Caiado fez várias críticas à inclusão do cadastro no texto. Relembre. O setor rural aquiesceu em relação ao CAR mediante a inclusão de travas que evitassem com que as informações chegassem aos bancos de dados de ONGs ambientalistas internacionais.

Aprovada a lei, milhões de produtores fizeram um esforço hercúleo para incluir seus imóveis no cadastro. Muitos tiveram que pagar técnicos, muitos fizeram cadastros com informações erradas que resultarão em mais limitações de uso do solo que a lei de fato exige. Mas, apesar das dificuldades, a maioria dos produtores seguiu a lei e realizou o cadastramento.

Tão logo o CAR recebeu uma quantidade importante de informação, o Ministro do ½ Ambiente, Sarneyzinho Filho, ignorou todas as travas criadas para evitar que as ONGs acessem os dados e publicou as informações na internet. Na ocasião, publiquei um post explicando quais foram as regras ignoradas pelo ministro: Nota explicativa: Divulgação dos dados do Cadastro Ambiental Rural foi ato ilegal



Diga-se de passagem que o Ministro Sarneyzinho Filho foi duramente pressionado por ambientalistas governamentais do Ministério Público Federal e não governamentais a expor os dados do cadastro ambiental.

Antes mesmo da conclusão do CAR, o chefe da fiscalização do Ibama, Luciano Evaristo, já babava ante a possibilidade de usar os dados para punir produtores rurais sem precisar enviar seus fiscais a campo. Mostrei aqui o vídeo do Sr. Evaristo salivando ao falar da importância do CAR como instrumento de punição: Ibama usará o CAR para fiscalizar produtores rurais "sem sair do escritório"

Publicado os dados, o Ibama iniciou uma operação de emissão de multas pela internet com base nos dados do CAR: Embargo via satélite e multas pelo correio: Saiba o que o Ibama e Sarney Filho andam planejando para o seu futuro. Em audiência pública no Senado Federal no último dia 29 de agosto, o fiscal chefe do Ibama, Luciano Evaristo, informou que o sistema de emissão de multas com base no CAR já emitiu quase 5 mil autos de infração, embargou cerca de 150 mil hectares e gerou R$ 2,4 bilhões em multas.

Lembrando que agora, depois de um decreto do Ministro Sarneyzinho, o produtor pode pegar um desconto de 60% nessas multas se decidir aplicar o restante em projetos que serão escolhidos pelo M½A. Já expliquei isso aqui no post: Quanto mais dano ambiental, melhor: Sarney Filho cria a indústria da multa no Brasil

Outro que desatou a usar o CAR como instrumento de punição foram os ecólatras do Ministério Público Federal. A meninada desenvolveu um robozinho que cruza informações de satélite com o CAR e gera processos judiciais automáticos. Mostrei aqui no post: MPF começa a processar produtores rurais via satélite e pede R$ 1,5 bilhões em indenização

Também mostrei que o algorítimo automático do MPF estava gerando processos contra pessoas inocentes e obrigando-as a provar na justiça que não cometeram os crimes dos quais estão sendo acusados: Ministério Público Federal processa inocentes na Amazônia

Na boca do leão

Como se não bastassem o MPF, o Ibama e as ONGs usando os dados do CAR em sua guerra santa contra os demônios ruralistas, a Receita Federal também está de olho nas informações do cadastro. Desde 2015, o Incra e a Receita estão vinculando as informações dos seus dois cadastros rurais, o Sistema Nacional de Cadastro Rural (SNCR) e o Cadastro de Imóveis Rurais (Cafir). O blog também vem cobrindo essa tema. Veja aqui.

Os dois próximos passos desse processo de vinculação dos cadastros público de imóveis rurais serão a inclusão do Sistema de Gestão Fundiária (Sigef), onde estão os dados de todos os imóveis georreferenciados de acordo com a Lei 10.267, e do Cadastro Ambiental Rural. A declaração do Imposto Territorial Rural de 2017 já trouxe um campo onde o produtor poderia informar o número do CAR.

As informações do CAR disponibilizadas à Receita Federal terá impacto no valor do ITR. Isso porque o valor do ITR leva em consideração as áreas de reserva e o uso do imóvel. Hoje essas informações são declaradas anualmente à Receita. Amanhã a receita cruzará as informações declaradas pelo produtor no ITR com aqueles informadas no CAR. Clique aqui e saiba mais.

E o CAR como instrumento de incentivo a adesão do agro às novas regras do Código Florestal?

O CAR era o primeiro passo para regularização ambientais dos imóveis rurais. Feito o CAR seria necessário que os estados estabelecem as regras locais dos Programas de Regularização Ambiental, os chamados PRAs. Também seria necessário que o Governo Federal regulamentasse, via decreto, as Cotas de Reserva Ambiental, as chadas CRAs. Tanto os PRAs como as CRAs são necessários para que o produtor decida como adequar seus imóvel ao Código Florestal.

Nada disso aconteceu até agora. Muitos estados não têm regras para os PRAs. Alguns estados que já decidiram as regras as viram ser judicializadas em seguida. O Governo Federal até hoje não regulamentou as CRAs e há uma discussão estúpida dentro do Ministério do ½ Ambiente que pode inviabilizar o sistema de cotas. Mostrei isso no post: Sarney Filho pode acabar com a Cota de Reserva Ambiental

Soma-se a isso o fato de que o Código Florestal foi questionado no Supremo Tribunal Federal pelo Ministério Público Federal e outros ambientalistas radicais deixando em suspeição quase todas as regras da nova lei. O único voto que se conhece até agora, o do Ministro relator, Luiz Fux, declarou inconstitucional o artigo que trata do PRA, por exemplo: Veja aqui.

O processo de adequação dos imóveis rurais brasileiro às regras do Novo Código Florestal está interrompido pela inoperância dos estados e do Governo Federal e pela insegurança jurídico sobre o texto da lei gerada pela ação do MPF junto ao STF.

O que sobrou?

A utilização do CAR para perseguir, difamar, punir, multar e processar o produtor rural que aderiu em peso cadastro confiando nas novas regras do Código Florestal.

Em tempo:

Durante o debate da reforma legislativa do Código Florestal este blogger apoiou a inclusão do Cadastro Ambiental Rural (CAR) no texto. De má vontade, porque sabia do risco de acontecer essa persevão que agora se verifica, mas apoiei. Aconteceu o pior e este blogger pede desculpas ao leitor. A lição que retiro desse episódio é que é um erro confiar nos ambientalistas.

Prazo encerra no próximo dia 31 de dezembro de 2017

Lembrando a todos que o prazo para fazer incluir imóveis rurais no CAR encerra no próximo dia 31 de dezembro. Quem não fizer não será perseguido pelo Ibama, nem pelo MPF, nem pelas ONGs. Também não terá acesso ao financiamento de bancos, nem poderá se aproveitar das regras do Código Florestal... sejam eles quais forem.

Foto: Composição Fotor com imagens do MPF, do STF da Agência Senado



quinta-feira, 30 de novembro de 2017

Pantanal (MS) ameaçado por invasões indígenas até com carro do IBAMA



Prisão de federais por indígenas e ameaças de novas invasões aumentam tensão na região do Nabileque, no Pantanal

Em nota oficial, a Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul - Acrissul tomou a defesa dos proprietários rurais de Nabileque, no Pantanal, ao denunciar indígenas promovendo incursões em propriedades nas redondezas da fazenda Baía da Bugra, a fim de forçar produtores rurais a abandonarem a região e retirar o gado.

O clima de tensão aumentou muito durante a semana quando ontem houve perseguição e prisão de dois policiais federais que estavam em diligência nas proximidades. A entidade ruralista prometeu interferir na questão e cobrar duramente das autoridades a defesa do direito de propriedade.

Cacique com página no Facebook

A empáfia desses índios manipulados é tanta que o cacique Joel Vergílio Pires publicou em sua página no Facebook imagens da prisão dos federais, exibindo como troféu suas armas e distintivos, tudo acompanhado de um texto desafiando as autoridades:

Estão aqui polícias federais presso com os guerreiro kadweu só saian da qui com a presença da empresa (seria imprensa?), ministério público e funai”.

As imagens e o texto foram depois deletados da página, mas o conteúdo já havia se espalhado pelas redes sociais. Para vários veículos da imprensa, a FUNAI informou que o ocorrido não tinha passado de um mal-entendido.

Pleno conhecimento e consentimento

Na verdade, o conteúdo do texto publicado pelo cacique em sua página do Facebook deixa claro que ele tinha plena consciência de que havia capturado e mantido em cárcere privado dois agentes da Polícia Federal.

Segundo informações da própria PF os agentes estavam realizando diligências na região quando foram surpreendidos pelos indígenas. Os agentes já foram liberados e a PF vai abrir inquérito para investigar a responsabilidade de cárcere privado.

Informações dos ruralistas de Nabileque, 426 km de Campo Grande, mostram que já são cinco fazendas invadidas e outras 12 sob ameaça constante de invasão.

Apesar de promessas feitas pela FUNAI à imprensa, de que os indígenas sairiam da região no dia 24 de novembro último, até o momento eles continuam lá.

A nota da Acrissul salienta ainda que de fato foi utilizada uma viatura do Ibama numa das invasões feitas pelos indígenas. Consta a presença de pelo menos 130 invasores na região ameaçando os produtores rurais.

Entenda a questão

A etnia kadiwéu ocupa a maior reserva indígena já demarcada pela Funai em Mato Grosso do Sul – são 375 mil hectares.

Em 1984, a Funai decidiu por meio de portaria reavivar divisa, mudando o traçado de um rio para anexar mais 154 mil hectares à reserva, tirando das propriedades escrituradas, que pagam impostos e produzem. Desde então, a região tornou-se campo de uma demanda judicial envolvendo os produtores.

Segundo dados oficiais, a etnia kadiwéu na reserva no Nabileque – maior que muitos países europeus – conta no máximo com dois mil índios.

Fonte: Assessoria da Acrissul

terça-feira, 28 de novembro de 2017

China e suas lições imprestáveis


Lições imprestáveis

Péricles Capanema

Amigos ficaram impressionados com temas do meu último artigo “Exemplos inúteis”, análise de aspectos do discurso de Xi Jinping ao 19º congresso do PCC (Partido Comunista Chinês) realizado em Pequim entre 18 e 24 de outubro. Vou continuar hoje no mesmo caminho, a trilha das lições imprestáveis.

O líder chinês indica como políticas do PCC para a China a aplicação desinibida de teses odiadas pela esquerda no Ocidente (sempre defendidas por economistas partidários da economia de mercado): “Continuaremos a encorajar as pessoas a ganhar dinheiro por meio do trabalho duro. [...] Aumentaremos o tamanho da classe média”.

Em 2013, sob aplausos delirantes de claque petista, Marilena Chauí, uma das ideólogas do PT, deblaterou contra o papel exercido pela classe média para o harmônico progresso social: “Eu odeio a classe média. A classe média é o atraso de vida, a classe média é a estupidez. É o que tem de reacionário, conservador, ignorante, petulante, arrogante, terrorista. A classe média é uma abominação política, porque ela é fascista. Ela é uma abominação ética porque ela é violenta, e ela é uma abominação cognitiva porque ela é ignorante.”

Continua o dirigente comunista chinês: “Trabalharemos para que a renda individual cresça em harmonia com o desenvolvimento econômico e para que os aumentos de salário sejam proporcionais aos aumentos da produtividade no trabalho”.

Algum partido esquerdista patrocina tal tese? Algum sindicato? Contudo, qualquer economista pró-mercado assinaria o que anuncia Xi Jinping: aumento de salários sem aumento de produtividade gera inflação.

Para resolver o problema habitacional na China, o dirigente recorre à política da casa própria e ao estímulo dos aluguéis. Isso mesmo, comprar para alugar.

No combate à pobreza, os partidários do mercado livre associam os programas assistenciais ao estímulo da autonomia pessoal mediante a capacitação, o que deixaria o Estado no papel subsidiário, para desespero das correntes coletivistas. Atentem para o que diz Xi Jinping, é o que ele faz: “Colocaremos ênfase especial em ajudar a pessoas a aumentar a confiança em suas próprias capacidades para sair da pobreza e propiciaremos a educação de que tenham necessidade para tal”. É o elogio ao papel supletivo do Estado.

Apoiaremos o desenvolvimento na área privada, de hospitais e de setores ligados à saúde”. Claro estímulo à medicina privada.

Na área da segurança: “Aceleraremos o desenvolvimento dos sistemas de controle e prevenção ao crime [...] contra quaisquer atividades ilegais e criminosas como pornografia, jogo, consumo de drogas, violência de gangues, sequestro, fraude. Protegeremos os direitos pessoais, o direito de propriedade privada e o direito à dignidade”. Aqui no Brasil seria ponto destacado de plataforma de candidato da direita, alvo certo dos ataques da imprensa engajada.

O Partido Comunista Chinês precisa criar um país rico. Aplica receitas do estilo Ronald Reagan ou Margaret Thatcher. Por que digo que são lições imprestáveis? Nenhum partido de esquerda, por causa do exemplo chinês, modificará um til seu programa gerador de pobreza e sofrimento popular.

Até aqui a cara da moeda. Agora, a coroa. Outro ponto são os objetivos últimos de tal política. Em artigo recente, “Pasmaceira e Festança Suicidas”, falei de parte deles. Não vou aqui voltar a eles.


PS: Observação final. Xi Jinping tem uma filha, Xi Mingze, nascida em 1992. Estudou francês na Hangzhou Foreign Language School. A partir de 2010, vigiada por seguranças chineses, foi aluna de Harvard. Formou-se em 2014, vive em Pequim. Dispensa comentários.

Proliferação de ursos polares x ambientalistas



     Avanço dos ursos preocupa e crianças não podem ir tranquilas à escola

Turistas no Ártico russo não podiam acreditar. E, à distância, acharam que se tratava de blocos de gelo na praia. Mas eram cerca de 200 ursos polares, “em perigo de extinção” segundo o mito ambientalista, se banqueteando com uma baleia.
“Nós todos ficamos atônitos”, contou Alexandre Gruzdev, diretor da reserva natural da ilha Wrangel, no Extremo Oriente russo, citado por “Clarín” de Buenos Aires. 
Os ursos polares fizeram a festa à margem das águas com uma baleia que foi empurrada pelas ondas.

E o grupo ursino era muito familiar, incluindo duas mães ursas cada uma com quatro crias. Essa quantidade de filhotes é pouco comum explicou Gruzdev, mas indica boa saúde.

Com o degelo cíclico do Ártico em andamento, há menos superfície gelada e os ursos polares passam obviamente mais tempo em terra firme. Caçam mais, comem mais, engordam mais e se multiplicam mais, como já tivemos ocasião de comentar neste blog.


Mas essa multiplicação empurra os predadores para perto das cidades vizinhas, que se tornam cada vez mais perigosas para os humanos.



Parece gado, mas o 'rebanho' é de perigosos ursos polares 'em extinção'

Os ursos polares descansam entre agosto e novembro na ilha de Wrangel, no nordeste siberiano antes de recomeçar a caçar focas. 

As fotos da devoração, tão natural e satisfatória para os ursos, contradizem as imagens divulgadas pela propaganda ambientalista fazendo crer que os 'fofinhos' – em verdade ferozes – ursos estão em 'perigo de extinção'. 

Mas na ilha russa de Wrangel estão aparecendo cada vez em maior número, explicou Eric Regehr, especialista da Universidade de Washington.

Foram contabilizados 589, um número “anormalmente alto”, mais que o dobro das estimativas precedentes, alertou Regehr, quem acresceu que estão “com boa saúde”.

“O problema agora é saber quando a população humana começará a sentir os efeitos negativos”, pois “esse umbral vai se alcançar”, disse o especialista.

“São animais engenhosos e capazes de se adaptar” e isso gera um conflito inevitável com os homens.

A partir da metade de outubro, eles passaram a se aproximar perigosamente da aldeia de Ryrkaipi, a 200 km da ilha de Wrangel. Um deles “quebrou a janela de uma casa”, contou Viktor Nikiforov, especialista e coordenador do centro russo de mamíferos marinhos.

A cidadezinha tem 600 habitantes e está alarmada: as crianças estão proibidas de irem a pé até a escola, pois os ursos não são os bichinhos bonzinhos como se faz crer.


O crescimento é constante. Em 2015, cientistas russos ficaram cercados e pediram a intervenção armada do governo.

Ficaram cancelados os atos públicos e guindastes estão tirando esqueletos de morsas trazidos pelo mar.

Agora são os habitantes de Ryrkaipi que poderiam ser declarados em “perigo de extinção”. Mas isso não serve para a propaganda ecologista e as eventuais vítimas não interessam ao ativismo ecologista.

“A concentração de seres humanos e animais na mesma zona aumenta e há conflitos”, denuncia Nikiforov. “Temos de nos preocupar com as transformações que acontecem na natureza”, acrescentou. Por certo, sim, sobre tudo diante de animais tão perigosos.

Até há pouco a propaganda nos dizia que o “aquecimento global” estava ameaçando a espécie. E agora que a espécie está quase superdimensionada, o que diz a demagogia?

Pois que a culpa toda é do “aquecimento global” provocado pelo homem! Não é piada. É a ideologia anti-humana repetida pelos realejos da grande mídia.


Fonte: Verde: a nova cor do comunismo


sexta-feira, 24 de novembro de 2017

Ouvidor defende investigar índios, mas FUNAI se nega



Ouvidor defende investigar índios no Mato Grosso do Sul

Por Rubens Valente, na Folha

Ouvidor da Funai em Brasília, o delegado da Polícia Federal Marcelo Augusto Xavier da Silva pediu por escrito à PF que adote “providências persecutórias” contra indígenas e organizações não governamentais em Mato Grosso do Sul que “arregimentam mulheres, crianças e idosos”.

O delegado também solicitou ao Comando da Polícia Militar do Estado que “faça o patrulhamento ostensivo e atividades correlatas” para impedir que índios guaranis-caiuás entrem em propriedades rurais sobre as quais reivindicam a posse tradicional.

Até agosto, quando tomou posse na Ouvidoria, o delegado atuava como assessor da CPI da Funai e do Incra, criada pela bancada ruralista no Congresso e que pediu o indiciamento de vários antropólogos, indigenistas e procuradores da República.

Na CPI, o delegado participou de diligências ao lado dos parlamentares ruralistas em Santa Catarina.

presidente da Funai, Franklimberg de Freitas, disse por meio da sua assessoria que “jamais teve conhecimento” do ofício e que ele “não reflete a posição da Funai e de sua presidência”.

O presidente disse ainda que “analisará o mesmo e anulará seu conteúdo”.

Freitas explicou ainda que “cabe à Ouvidoria receber as demandas dos indígenas e encaminhá-las para que sejam solucionadas” e que acionar a PF ou a PM nos Estados “não é de competência do cargo de ouvidor”.

Datado de 27 de setembro, o ofício do delegado respondeu a uma comunicação enviada pelo coordenador regional da Funai em Dourados (MS) sobre “possível conflito fundiário, em razão de ‘retomada’, efetuada por indígenas, na Fazenda Santa Maria, em Caarapó (MS)”.

O delegado escreveu, sem anexar documentos, que ONGs, “notadamente” o CIMI (Conselho Indigenista Missionário), vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), têm “efetiva participação” no “uso de estratégia” que é atentatória contra o direito de propriedade e a liberdade individual.

Segundo ele, as ONGs arregimentam mulheres, crianças e idosos com o fim de fazer número e criar um estado de vulnerabilidade e contingência social de ocupação indígena, absolutamente ilegal.

Procurado pela Folha, Cléber Buzatto, secretário-geral do Cimi, disse que recebeu “as alegações com espanto”. “Sabíamos do processo de instrumentalização do órgão indigenista [Funai] pela bancada ruralista, mas não imaginávamos que chegariam a esse ponto”, afirmou.

“As alegações do delegado são carregadas de preconceitos contra os guaranis-caiuás, o que demonstra, concomitantemente, ignorância e opção política anti-indígena do servidor da Funai.”