terça-feira, 17 de abril de 2018

Presidente da FUNAI é exonerado, ainda que tardia




Exonerado presidente da Funai 

        
André Borges, O Estado de S.Paulo

17 Abril 2018

BRASÍLIA – O presidente Michel Temer acolheu um pedido apresentado pela bancada ruralista e decidiu exonerar o presidente da Fundação Nacional do Índio (Funai), Franklimberg Ribeiro de Freitas. 

O Estado apurou que Franklimberg já foi comunicado sobre a decisão do Palácio do Planalto e deverá deixar o cargo até a próxima segunda-feira, 23.

A decisão ocorre após Temer receber formalmente o pedido de exoneração de parlamentares da bancada ruralista. Cerca de 40 deputados e senadores apresentaram uma carta ao presidente, solicitando a demissão de Franklimberg, sob argumento de que o atual presidente da Funai não tem colaborado com o setor.

O Estado apurou que o Ministério da Justiça, ao qual a Funai é vinculada, ainda tentou segurar Franklimberg no posto, mas a pressão dos ruralistas chegou a um ponto em que não havia mais o que fazer. Procurado, Franklimberg não quis comentar o assunto. A Funai também não se pronunciou.

A demissão do presidente da Funai ocorre a poucos dias do principal encontro indígena do País, realizado em Brasília. O chamado Acampamento Terra Livre, que acontecerá entre os dias 23 e 27 de abril, tem previsão de receber cerca de 5 mil índios na próxima semana.

O pedido de saída de Franklimberg foi apresentado pelo deputado ruralista Alceu Moreira (MDB-RS). Segundo fontes da Funai, Franklimberg foi surpreendido com a decisão de sua exoneração. 

Ele trabalhava hoje normalmente na sede da Funai. Entre os mais cotados mais assumir o cargo estaria o diretor da Funai, Francisco Nunes, que nutriria maior simpatia pelos ruralistas.

Franklimberg Ribeiro de Freitas ocupa a presidência da Funai desde janeiro do ano passado. Sua chegada ao órgão causou polêmica à época, por conta da entrada de militares para cargos na Funai. 

Doutor em Ciências Militares pela Escola de Comando e Estado Maior do Exército, Franklimberg é general de brigada, assessor de relações institucionais do Comando Militar da Amazônia. Como oficial general, comandou a 1ª Brigada de Infantaria de Selva em Roraima e foi chefe do Centro de Operações do Comando Militar da Amazônia.



Dilma Rousseff continua solta




Dilma Rousseff continua solta


O PT acusa a Lava Jato de perseguir a esquerda, mas Aécio Neves vai virar réu e Dilma Rousseff continua solta.

Número dois do quadrilhão petista, ela foi eleita com 170,4 milhões de reais em propinas da Odebrecht e 150 milhões de dólares em propinas da JBS.Dilma Rousseff continua soDilma Rousseff continua solta.

Fonte: O Antagonista

quinta-feira, 5 de abril de 2018

Os caminhos da safra




Sistema detalha rotas de escoamento dos principais produtos da agropecuária
Plataforma on-line permite a geração de 102 mil mapas para os 10 principais produtos da agropecuária brasileira – algodão, cana-de-açúcar, café, soja, milho, laranja e madeira

MG Marlene Gomes - Especial para o Correio Braziliense


A cana-de-açúcar foi responsável pelo maior volume de locomoção de cargas, com 770 milhões de toneladas
(foto: Caseih/Divulgação - 25/5/11)


A agropecuária foi o setor que mais movimentou cargas no Brasil em 2016. A produção do país mobilizou 1,6 bilhão de toneladas, totalizando 43 milhões de fretes rodoviários naquele ano. A cana-de-açúcar e seus subprodutos foram responsáveis pelo maior volume de locomoção, com 770 milhões de toneladas. 

Os dados fazem parte do Sistema de Inteligência Territorial Estratégica da Macrologística Agropecuária, uma ferramenta lançada pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) que faz o mapeamento da origem, os caminhos percorridos e o destino dos principais produtos da agricultura e da pecuária nacionais.

A plataforma on-line permite a geração de 102 mil mapas para os 10 principais produtos da agropecuária brasileira — algodão, cana-de-açúcar, café, soja, milho, laranja e madeira, além de aves, suínos e bovinos. Juntos, esses itens respondem por mais de 90% da carga de produtos agropecuários transportados no país. Todas as informações podem ser consultadas neste emdereço.

O leque de informações que se pode obter a partir da plataforma é extenso. O sistema informa a origem e o destino dos produtos por estado, região e microrregião. 

O trabalho é tão minucioso e detalhado que equivale a mostrar a “origem da origem” e o “destino dos destinos” dos produtos, inclusive a localização das áreas de escoamento, com dados sobre o quanto foi exportado por meio de cada porto e qual foi o país de destino. 

É possível identificar também os gargalos e as oportunidades de investimentos logísticos, itens fundamentais para aumentar a competitividade das diversas cadeias agropecuárias do Brasil.
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O desenvolvimento da plataforma foi feito por uma equipe da Embrapa Territorial, em Campinas, São Paulo, atendendo a uma demanda específica do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). 

A ideia era mapear o escoamento da produção agropecuária brasileira, com o detalhamento do movimento em todas as regiões do país, inclusive nas áreas mais afastadas dos centros urbanos.

Os técnicos levaram dois anos para concluir o trabalho, com o levantamento de dados e cruzamento de informações oficiais dos ministérios da Agricultura e dos Transportes, Secretaria-Geral da Presidência, e outras 10 secretarias envolvidas com o setor. 

Por último, foi feita a padronização da base de dados e a organização das informações em cinco categorias — Produção Agropecuária, Exportação, Caminhos da Safra e Bacias Logísticas —, cobrindo quase duas décadas, de 2000 a 2016.

O sistema, porém, não é estático. Ele será atualizado anualmente à medida que foram computados os dados levantados de diversas fontes de informação, como o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Categorias

O sistema é aberto para qualquer cidadão que queira fazer uso de dados para o desenvolvimento de seu negócio ou para elaborar estudos customizados, de acordo com a necessidade. 

Ao acessar a categoria Produção Agropecuária, por exemplo, é possível encontrar dados numéricos, gráficos e cartográficos sobre produção, área plantada, área colhida e produtividade dos 10 principais produtos do setor no país.

O detalhamento de cada porto, com a quantidade, origem, valor exportado e destino do produto, está no item Exportação. Caminhos da Safra, como o nome indica, identifica os trajetos percorridos no escoamento de grãos e outros produtos, desde a origem até a chegada aos portos, e a modalidade de transporte utilizada — rodovia, ferrovia ou hidrovia.

Em Bacias Logísticas, estão mapeadas oito dessas bacias no Brasil. Cada uma reúne o conjunto de municípios em cujos territórios ocorre o escoamento da safra, preferencialmente pelas mesmas rotas, modais e destinos. 

“O estudo preenche todo o território nacional, sendo possível até mesmo identificar de qual município saiu determinada produção e a que porto chegou”, explica Gustavo Spadotti, supervisor do Grupo de Gestão Territorial Estratégica da Embrapa.

O trabalho contempla, também, 15 estudos logísticos sobre temas demandados à Embrapa pelos ministérios ou órgãos do Governo Federal — três deles apontam obras viárias prioritárias para o fortalecimento do agronegócio. “É um bônus. O material inclui informações complementares, estatísticas e análises mais complexas sobre os temas”, enfatiza Spadotti.

Precisão

A qualidade das informações sobre a produção rural e os fluxos de transporte melhora muito com a ferramenta, segundo avaliação de Luiz Antônio Fayet, responsável técnico pela área de logística e infraestrutura da Confederação Nacional de Agricultura e Pecuária (CNA). 

“O grau de precisão do documento facilita o trabalho de planejamento do escoamento da safra, recente e futura, junto ao governo federal”, analisou Fayet, que representa a CNA na Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio, grupo de assessoramento ao ministro da Agricultura, Blairo Maggi, composto por 72 órgãos e entidades públicas e privadas.

A elaboração do Sistema da Macrologística trouxe algumas surpresas, de acordo com o chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda. “Quase a metade das exportações de grãos do Brasil é transportada por meio de ferrovias. 

Outro ponto que surpreendeu a equipe durante o trabalho foi o fato de produtores da mesma cidade escolherem portos diferentes para o despacho de seus produtos”, revelou o chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, durante o I Seminário Desafios e Perspectivas do Agronegócio Brasileiro, evento realizado em São Paulo que reuniu lideranças do setor.



terça-feira, 20 de março de 2018

Governo do PT fez caridade à Venezuela com o seu chapéu! Veja no que deu!





Venezuela dá calote de quase R$ 1 bi no BNDES; você paga




O governo da Venezuela, que nega estar em crise, deixou de pagar R$ 901 milhões referentes a uma parcela vencida em janeiro de empréstimo feito pelo BNDES, informa o UOL.

Com isso, o banco público acionou o Fundo Garantidor de Exportações para ressarcir a parcela não paga. Na prática, quem assume o prejuízo até que a ditadura de Nicolás Maduro pague o que deve é o governo brasileiro –ou seja, todos nós, contribuintes.

Ao todo, a Venezuela deve ao BNDES R$ 3,15 bilhões. Desse montante, R$ 2,36 bilhões referem-se a obras de empreiteiras brasileiras, mais de 90% delas tocadas por empresas envolvidas na Lava Jato.

Fonte: O Antagonista

segunda-feira, 19 de março de 2018

Amazônia: sínodo mais que suspeito



SÍNODO SUSPEITO. SUSPEITÍSSIMO, ALIÁS

Ronaldo Ausone Lupinacci*
Os grandes grupos de “mass media”, ou, simplesmente a mídia, são peritos em desinformação e desorientação, porque servem ao “governo dos governos”, ou, com ele até certo ponto se confundem, assunto sobre o qual não vou me estender. Assim, bombardeiam o público com notícias de pouca importância, e, dão desproporcional ênfase a outras. Ao mesmo tempo, silenciam sobre fatos relevantes, ou os distorcem.
E, sobretudo, procuram evitar que se estabeleça o nexo lógico entre assuntos correlatos, o que nos permitiria melhor discernir acerca dos propósitos do mencionado “governo dos governos”. O método consiste em bloquear a atenção da opinião pública e aniquilar sua capacidade de análise. Neste contexto se enquadra o tema de hoje.
Em julho de 2015, o General Eduardo Villas Bôas, comandante do Exército em depoimento ao Senado lançou alerta sobre os riscos de enfraquecimento da soberania do Brasil, quanto à parte de nosso território situada na região amazônica. Referiu-se a situações que limitam a autoridade do País sobre decisões estratégicas tendentes ao desenvolvimento equilibrado.
Na oportunidade, o destacado militar aludiu, também, à proposta do presidente colombiano Juan Manuel Santos (protetor das FARC) para criação de um corredor ecológico na Amazônia, desde os Andes até o oceano Atlântico, abrangendo o território brasileiro, ideia que seria levada à Conferência de Mudanças Climáticas (COP 21). Em https://ipco.org.br/igreja-pan-amazonica-a-ultima-loucura-para-desfazer-o-brasil/ o leitor poderá ver o mapa do imenso território transnacional, a ser criado sobre partes do Peru, Equador, Colômbia, Brasil, Venezuela, Guiana, Suriname e Guiana Francesa.
Segundo o General Villas Bôas, a intenção consiste em manter toda a extensão do corredor intocada, sem exploração de suas riquezas a pretexto de deter mudanças climáticas. A inspiradora da proposta teria sido a Fundação Gaia, vinculada à Gaia Internacional. Disse, ainda, o general que combater este processo equivale a combater fantasmas porque não se sabe de onde vêm, quem são, o que fazem, quais são seus reais objetivos.
Recentemente, em audiência pública, Eduardo Villas Bôas retomou o tema, salientando que o Brasil é uma nação sem consciência da sua própria grandeza e das riquezas presentes em seu território” (*1), posto que “ projeções trabalhadas pelo Exército calculam em cerca de U$ 23 trilhões o potencial em recursos naturais existente apenas na região amazônica”.
Permito-me discordar, em parte, do chefe militar. Podemos saber, sim, de onde vêm, quem são, o que fazem e quais os reais objetivos daqueles que trabalham para petrificar a Amazônia. E nisso tudo há uma convergência de interesses conspiratórios. Há muito se sabe existir cobiça internacional sobre a Amazônia. Apenas para exemplificar me remeto ao livro-reportagem escrito por Nelson Ramos Barretto e Paulo Henrique Chaves intitulado “Roraima: cobiça internacional com novas perseguições aos produtores rurais”.
Também se sabe que existem forças ideológico-religiosas desejosas de impor seu projeto utópico de uma nova civilização tribal, com base no obscuro conceito de “territorialidade”. As duas frentes atuam conjugadas para eliminar a soberania nacional sobre a Amazônia, uns para predar suas riquezas, outros para estabelecer uma organização social assemelhada ao comunismo, com tinturas religiosas, para o que, ao que parece já foi até edificado um templo (*2). Examinarei, aqui, somente a segunda frente.
Denis Lerrer Rosenfeld, professor de filosofia na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em artigo publicado em “O Estado de S. Paulo” (*3) afirmou com acerto: “Para que se possa melhor compreender os atuais debates em torno das questões ambientais, com reflexos na vida das cidades e do campo, torna-se necessário compreender a mentalidade dos ambientalistas radicais. Em vez de ponderações científicas, observamos cada vez mais concepções de fundo religioso, em que os seus agentes, como uma espécie de profetas, defendem a sua causa de uma maneira absoluta”.
Para não ter de listar tantas outras fontes de denúncias análogas cito o artigo “Mudando segundo o vento” escrito por Gregório Vivanco Lopes para a revista de cultura “Catolicismo” (edição de setembro de 2015), baseado em documentos publicados pela Comissão Pastoral da Terra (CPT), órgão da conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
O Papa Francisco, impulsionando o projeto de autodemolição da Igreja Católica, e, de extinção do que resta da antiga civilização cristã, convocou para outubro do próximo ano um Sínodo de bispos a fim de iniciar uma “nova evangelização”. Esta estranha “evangelização” na verdade visa manter os indígenas na sua condição primitiva enquanto órgãos da floresta amazônica (*4). Para justificar sua atitude o Papa repetiu mito já enterrado e desacreditado segundo o qual a Amazônia seria o “pulmão do planeta”, quando se sabe que 90% do oxigênio provém dos oceanos (*5). E, por isso um poder planetário, vale dizer um governo mundial (o “governo dos governos”, sem véus) deveria custodiá-lo.
Na verdade, a investida do Papa engloba pelo menos três frentes, isto é, objetiva matar três coelhos (e não apenas dois) com uma única cajadada, vale dizer o Sínodo. Duas delas emergem da convocação da assembleia episcopal: a) identificar novas formas de evangelização; b) lutar pela ecologia na Amazônia (*6). Dentro das novas formas de evangelização se cogita da ordenação de diáconos casados, como medida para a futura abolição do celibato clerical no rito latino (nos ritos orientais o casamento de sacerdotes ainda é permitido), tema do qual não me ocuparei.
A terceira frente está implícita no prestígio à forma sinodal (colegiada) de governo da Igreja, isto é, transformar o Papa de rei em presidente e a Igreja de monarquia em democracia. É o que está por trás da Igreja Sinodal sobre a qual o Papa Bergoglio fala frequentemente (*7). Este projeto representa um antigo anelo da seita modernista-progressista que deu origem à Igreja Conciliar (enquistada na Igreja Católica), enunciado há mais de 40 anos (E. Schillebeeckx, “Fundamento da autoridade na Igreja”, VA, Cinco problemas que desafiam a Igreja hoje , São Paulo: Herder, 1970, pp. 42-43; F. Klostermann, “Principi per una riforma di struttura della Chiesa”, VA, La fine della Chiesa come società perfetta, Verona: Modatori, 1968, p. 278; Alfredo Marranzini, “Resumo” de Gustave Thils, Choisir les Évêques? Élire le Pape?, Paris: Lethielleux, 1970, em La Civiltà Cattolica, 5 de junho de 1971, p. 506).
Em síntese, a questão da Amazônia não se limita ao terreno geopolítico, mas se insere em investida muito mais extensa, conduzida pelo Vaticano. De qualquer maneira, também sob o aspecto geopolítico nos interessa sobremaneira posto que irá implicar na decomposição de nosso território, a pretexto de proteção aos índios e à natureza. Sintomaticamente, assinale-se a questão indígena vem tomando contornos dramáticos em nossas regiões fronteiriças (Roraima, Mato Grosso do Sul e Paraná), e, há uma suspeita coincidência entre a localização das reservas indígenas e a existência de imensas riquezas minerais.
Resta saber se Roma conseguirá executar seus projetos antes da destruição ameaçada por Nossa Senhora em Fátima (*8), para o que o raio que caiu sobre a catedral de São Pedro pode ter sido um último aviso (*9).
* O autor é advogado e pecuarista.
(*1)https://www12.senado.leg.br/noticias/materias/2017/06/22/para-comandante-do-exercito-pais-precisa-de-projeto-para-recursos-da-amazonia
(*2)https://www.tripadvisor.es/ShowUserReviews-g294308-d1213080-r361903234-La_Capilla_Del_Hombre-Quito_Pichincha_Province.html
(*3)http://opiniao.estadao.com.br/noticias/geral,o-mal-e-o-capitalismo-imp-,894448
(*4)https://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2018/02/brasil-sendo-desgarrado-panamazonia.html
(*5)https://super.abril.com.br/comportamento/o-verdadeiro-pulmao-do-planeta-sao-os-oceanos/
(*6)http://traditioninaction.org/bev/209bev10_30_2017.htm
(*7)http://www.traditioninaction.org/bev/200bev01_30_2017.htm
(*8)http://jornalnovafronteira.com.br/fatima-reconstituicao-provavel-do-texto-do-segredo/
(*9)http://g1.globo.com/mundo/renuncia-sucessao-papa-bento-xvi/noticia/2013/02/raio-atinge-basilica-de-sao-pedro-apos-papa-anunciar-que-vai-renunciar.html

sexta-feira, 16 de março de 2018

Marielle não foi eleita pelas favelas. Assim são as coisas em Pindorama...




Marielle não foi eleita pelas favelas



Um mapeamento de O Antagonista sobre os votos que Marielle Franco obteve em 2016 revela que a vereadora do PSOL, executada há dois dias, não foi eleita pelas favelas.

Cerca de 20 mil votos, quase metade dos 46 mil votos que elegeram a socióloga, saíram dos bairros nobres da Zona Sul carioca e da Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Enquanto na Rocinha ela teve apenas 22 votos, no Leblon foram 1.027. Marielle colheu mais 1.900 votos em Laranjeiras e outros 2.742 votos em Copacabana.


Na também famosa Cidade de Deus, foram apenas 89 votos. Já na Freguesia, área de classe média alta de Jacarepaguá, a política do PSOL foi a escolha de 707 eleitores.

Na Grande Tijuca, Marielle teve um ótimo desempenho: 6.500 votos.

No Complexo da Maré, suposta base eleitoral da vereadora, foram apenas 50 votos.

Se incluirmos Ramos e Bonsucesso, esse número sobe para 2.196 votos – resultado distante do obtido entre o eleitorado de melhor poder aquisitivo.


O Antagonista

quinta-feira, 15 de março de 2018

Invasão de terra = ato terrorista!



Projeto que tipifica invasão de terra como ato terrorista ganha regime de urgência
Proposta na Câmara do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS) modifica Lei Antiterror do Brasil. Segundo ele, objetivo é punir atos de vandalismo praticados pelo MST e movimento sem teto
  

Jonathan Campos/Gazeta do Povo

Um projeto de lei do deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), apresentado em fevereiro, tipifica como ato de terrorismo invasões em propriedades rurais e urbanas como as que são promovidas por grupos como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). A proposta modifica a Lei Antiterrorismo, sancionada em março de 2016 pelo governo federal, que prevê pena de prisão que varia de 12 a 30 anos para
Goergen sugere a inclusão de um terceiro parágrafo no artigo 2º da lei com a seguinte redação: “O disposto no parágrafo anterior [a livre manifestação coletiva de movimentos sociais, sindicais e religiosos] não se aplica à hipótese de abuso do direito de articulação de movimentos sociais, destinado a dissimular a natureza dos atos de terrorismo, como os que envolvem a ocupação de imóveis urbanos ou rurais, com a finalidade de provocar terror social ou generalizado”.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele diz que o propósito do projeto de lei 9.604/2018 é punir atos de vandalismo praticados pelo MST e o MTST. “Não podemos mais tolerar a depredação, a entrada armada, o cárcere privado, com máscaras, como eles têm feito nos últimos episódios”, justificou.
Nesta terça-feira (13), o deputado conseguiu o número mínimo de assinaturas necessárias para dar caráter de urgência ao projeto na Câmara, acelerando sua tramitação e priorizando a votação em plenário. Segundo Goergen, o presidente da Casa Rodrigo Maia (DEM-RJ) teria o compromisso de colocar em pauta o projeto. “Não tem ninguém acima da lei”, diz o autor da proposta.