sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Queimadas fazem parte da vida de uma floresta saudável



Um novo ambientalismo
Tentar manter intocado um ecossistema é o mesmo que sufocar sua vitalidade
Fernando Reinach, O Estado de S.Paulo


A revolução no movimento ambientalista começou com uma explosão. Em 18 de maio de 1980, o Mount St. Helens, um vulcão adormecido no meio de uma das florestas mais antigas dos Estados Unidos, explodiu. Mais de 600 quilômetros quadrados de floresta desapareceram. A área ficou coberta por 30 centímetros de cinzas. 
Nos últimos 17 anos, ecologistas estão acompanhando a colonização dessa área por plantas e animais, e o que descobriram pode mudar nossa maneira de cuidar das florestas.
Durante centenas de milhões de anos, ninguém cuidou das florestas. Aliás, nem existíamos. As florestas eram cobertas por glaciais e desapareciam, depois reapareciam. O mar subiu, submergiram, o mar baixou reapareceram, foram queimadas, regeneraram. 
De um jeito ou de outro, elas se mantiveram exuberantes. Então, nos últimos milênios, nossa espécie se espalhou pelo planeta. Nos últimos 300 anos, coletando lenha para nossas fogueiras, e abrindo áreas para a agricultura, reduzimos de tal maneira as florestas que ficou aparente que se nada fosse feito elas acabariam. 
Foi assim que por volta da metade do século XX surgiu o movimento ambientalista com o objetivo de preservar o meio ambiente e, claro, as florestas.
Um pouco devido à sua origem fora da comunidade científica, um pouco por culpa dos cientistas que no inicio não se envolveram, em vez de defender a ideia de deixar as florestas em paz, o movimento passou a defender sua imutabilidade. 
Esse modo de pensar se cristalizou por volta de 1990 com normas estritas de manejo das florestas, tanto nos EUA quanto no Brasil. Nos EUA, a radicalização foi total. A retirada de madeira, mesmo planejada, foi proibida e até os incêndios naturais foram banidos, com brigadas de incêndio e sistemas de monitoramento. 

De certa maneira, essa forma de pensar tentava tornar estático um ambiente normalmente dinâmico, onde as mudanças, apesar de lentas (muito mais lentas que a destruição predadora do homem) acontecem constantemente. Novamente, a arrogância do Homo sapiens, tentando controlar a natureza.

Os problemas começaram. A contenção de queimadas naturais fez com que a camada de folhas mortas aumentasse, e quando as queimadas aconteciam eram incontroláveis. Esses incêndios florestais passaram a matar árvores que normalmente sobrevivem às queimadas frequentes e fracas, que ocorrem quando a quantidade de matéria morta no solo é menor. 
Queimadas fazem parte da vida de uma floresta saudável. Outros resultados dessa natureza mostraram que a boa intenção humana ainda é menos sábia que a autorregulação dos ecossistemas.

"Trabalho escravo"???


O fim da ideologia no combate ao 
trabalho escravo


A Portaria 1.129/2017, publicada nesta segunda-feira no Diário Oficial da União, tratando sobre os conceitos de trabalho forçado, jornada exaustiva e condições análogas à de escravo em fiscalização do Ministério do Trabalho decretou o fim da ideologia no combate à escravidão contemporânea.

A falta de critérios claros e objetivos da regra anterior deixava o enquadramento de trabalho forçado, da jornada exaustiva e das condições análogas à de escravidão inteiramente ao sabor da discricionalidade do fiscal. Muita vezes, a mera vontade do fiscal de punir o empregador era critério suficiente para o enquadramento de trabalhadores nas classificações de trabalho degradante ou análogo a escravo.

A nova Portaria define, agora, quais são os critérios objetivos que o auditor Fiscal do Trabalho deverá seguir ao lavrar um auto de infração. O texto trouxe segurança jurídica às relações de trabalho, reduzindo incertezas em relação às atividades tanto do empregador, quanto do empregado.

Importante enfatizar que, para a edição da Portaria 1.129/2017, o Ministério do Trabalho considerou as Convenções nº 29 e nº 105, ambas da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a Convenção sobre a Escravatura de Genebra, a Convenção Americana sobre Direitos Humanos, além de ter observado a legislação pátria.

Ressalta-se, ainda, que o Brasil tem hoje uma das leis trabalhistas mais rígidas do mundo, além de possuir a Norma Regulamentadora (NR-31), que contribui para a melhoria na qualidade do trabalho ao estabelecer diversos preceitos que devem ser observados na organização e no ambiente de trabalho.

Desta forma, criar regras objetivas é fundamental para que o Brasil possa evoluir para uma legislação clara, objetiva e que regule a relação entre empregador e empregado.


Foto: Ascom/Ibama


segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Petismo e "trabalho escravo"



As novas regras contra o trabalho escravo prejudicam o auditor petista
Brasil 16.10.17 20:38  

PAs mudanças nas regras para combater o trabalho escravo não são um retrocesso porcaria nenhuma.
Havia produtor rural sendo acusado de “trabalho escravo” por auditores petistas, porque o trabalhador preferiu almoçar debaixo de uma árvore, em dia ensolarado, do que no refeitório.
É por causa desse tipo de excrescência ideológica, que nada tem a ver com o horror do trabalho escravo de verdade, que agora será preciso que uma autoridade policial valide a queixa contra um produtor rural, entre outras coisas.

Se Michel Temer baixou a nova legislação por oportunismo, para fazer um agrado nos ruralistas às vésperas da votação da segunda da PGR contra ele, viva esse oportunismo.

Fonte: O Antagonista

quarta-feira, 4 de outubro de 2017

“A Agricultura destrói o Meio Ambiente?”



Inscreva-se já, gratuitamente, para a Conferência “A Agricultura destrói o Meio Ambiente?”
Por
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Prezados Amigos do IPCO,
No próximo dia 05 de outubro, quinta-feira, teremos a importante conferência do Dr. Evaristo Eduardo de Miranda, Chefe-geral da EMBRAPA (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária) e doutor em Ecologia pela Universidade de Montpellier (França).
Apesar de pressões de ONGs e de ambientalistas, que trabalham em órgãos do governo, o agronegócio foi praticamente o único setor que continuou mantendo suas metas e impedindo a bancarrota econômica do País. Com excelente desempenho impediu que o Brasil caísse no estado deplorável da Venezuela, na qual faltam alimentos e gêneros de primeira necessidade.
No dia 05 de outubro, no Club Homs, São Paulo, Dr Evaristo deverá nos mostrar como o agro-negócio não destrói o meio ambiente, antes pelo contrário, protege e o defende.
Não perca esta oportunidade! A ocasião passa e pode não mais voltar.
*               *                *
Data: 5 de outubro de 2017
Horário: 19h00m
Local: Clube Homs (Av. Paulista, 735)


segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Venezuela: o PT não tem vergonha na cara



Venezuela: o PT não tem vergonha na cara
Em evento no Rio de Janeiro, agora à noite, Lula disse o seguinte sobre a Venezuela:
“Queria citar a Venezuela e seus representantes: que digam ao presidente dos EUA que quem decide o destino da Venezuela é o povo venezuelano.”

Que povo, Lula? Aquele que deu maioria à oposição no Parlamento venezuelano e teve seus votos jogados no lixo pela “Constituinte” de Nicolás Maduro? Ou aquele que apanha nos protestos contra o ditador?

Fonte: O Antagonista

Noruega, go home!


Pressão e ingerência


Patrocinados pelo governo da Noruega, agitadores tribalistas e ONGs esquerdistas tentam se imiscuir na vida do Brasil. Uma Iniciativa Inter-religiosa da Floresta Tropical, promovida pelo Ministério do Clima e Ambiente desse país, reuniu em Oslo líderes de diversas crenças e povos, como os pigmeus africanos e etnias indígenas sul-americanas.

O inédito encontro se inseriu numa longa série de ingerências de governos e ONGs internacionais no Brasil e em outros países. O governo norueguês vai cortar em 2017 pelo menos 50% de suas doações ao Fundo Amazônia, gerido pelo BNDES, aduzindo o aumento no desmatamento nos últimos dois anos.

Segundo a “Folha de S. Paulo”, Sônia Guajajara [na foto, a baixinha da esquerda], coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), achou que a iniciativa não foi radical. 

Ela aguardava um intervencionismo mais extremado e especificamente político, voltado contra as tendências conservadores no País, de modo especial no Congresso Nacional. 

Em discurso no Centro Nobel da Paz, ela atacou a atuação das igrejas cristãs nas aldeias brasileiras e a aliança no Congresso das bancadas evangélica e ruralista, contrárias a mais demarcações de terras. Desta maneira, o destino soberano do Brasil ficou no centro das críticas de poderes e militâncias ricas estrangeiras associadas ao comuno-tribalismo brasileiro.



sábado, 30 de setembro de 2017

Maçã envenenada



Maçã envenenada

Péricles Capanema

Maçã é ótimo. A apple a day keeps the doctor away, garante velho brocardo inglês. Se podre, pode intoxicar, até matar. Vou falar sobre leilão de privatização, realizado na Brasil, Bolsa, Balcão (B3) em São Paulo. Dele se gabou o presidente Michel Temer no twitter (27 de setembro): “Nós resgatamos definitivamente a confiança do mundo no Brasil. Leilão das usinas da Cemig rendeu R$12,13 bilhões, acima das expectativas do mercado”.

Não vejo motivos para gabolices. Podem ser passos rumo ao abismo. Privatização? O governo passou à iniciativa privada (iniciativa privada?) quatro usinas da CEMIG (Companhia Energética de Minas). São concessões por 30 anos, prorrogáveis. Com isso, a estatal mineira perdeu 36% de sua capacidade de geração.

A maior delas, a usina São Simão, tem potência instalada de 1.710 megawatts (58% do total oferecido). A seguir, a Jaguara, 424 (15%), a Miranda, 408 (14%), finalmente a Volta Grande, 380 megawatts (13%).  O maior lance, natural, foi para a Usina de São Simão, 7,2 bilhões de reais, ágio de 6,51%. Arrematou-a o grupo chinês SPIC Pacific Energy, estatal, tem 140 mil empregados. Lembro o óbvio: é dirigido pelo governo e Partido Comunista Chinês. Num só lance, o Partido Comunista chinês passou a controlar 21% da anterior capacidade de geração da CEMIG. Não pode ser diferente, o grupo SPIC vai atuar no Brasil em consonância com os interesses do governo e do Partido Comunista da China.

Todos estão enxergando, o setor elétrico no Brasil, sob silêncio pesado, vai caindo no colo dos comunistas chineses (não só o setor elétrico, os tentáculos vão bem além dele). Voz isolada, mais de um ano atrás, a jornalista Maria Luíza Filgueiras, na Exame, alertou: “A bagunça causada pelo governo Dilma e a crise da Lava-Jato estão entregando, de mão beijada, o setor elétrico brasileiro para um grupo de estatais chinesas”.

Em geral, a investida do comunismo chinês sobre setores da estrutura básica brasileira vem sendo acobertada entre nós por um mantra: aplicações de investidores estrangeiros. Pululam na imprensa manchetes sobre tais aplicações. Soa simpático. À vera, age como bruxedo aliciador e embusteiro por ocultar cavilosamente ponto essencial: o poder na China é imperialista, totalitário, coletivista e ateu. Pelo menos em uma coisa somos campeões, no emprego de eufemismos irresponsáveis e covardes.

A Jaguara foi arrematada pelo Consórcio Engie Brasil Energia S.A e Engie Brasil Energia Comercializadora, 2,2 bilhões de reais, ágio de 14%. A Engie é um conglomerado francês. Segundo o site do grupo, 28,65% do seu capital pertence ao Estado, que tem 36,68% dos votos. É acionista determinante, informa a imprensa francesa. A Miranda também foi arrematada pela Engie, 1,4 bilhão de reais, ágio de 22%.

A Volta Grande, por 1,4 bilhão de reais, ágio de 10%, ficou com a Enel, italiana, da qual o Ministério da Economia e Finanças detém 21% das ações.

Continuo no setor elétrico. Wilson Ferreira Junior, presidente da Eletrobras, especializada desde décadas em dar prejuízos amazônicos aos contribuintes brasileiros, foco do próximo escândalo (o eletrolão, se começarem a investigar o setor) anuncia enérgicos planos de recuperação. A estatal que, além dos prejuízos estratosféricos, gera mais de 30% da eletricidade no Brasil e detém 47% de sua rede de distribuição está agora combatendo a elefantíase que a acomete desde o nascimento, mais de 50 anos atrás. Cortou 700 cargos de gerentes (com isso melhorou a gerência da empresa). Tinha 11 softwares de gestão, vai reduzir a um. Avisa Ferreira Júnior: “Para a contratação do sistema operacional único, nós levamos oito meses, enquanto uma empresa privada faz isso em dois”. Vai adiante: “Vendemos a Celg com 28% de ágio e as outras seis empresas de distribuição serão vendidas até o fim do ano. E temos 74 sociedades de propósito específico à venda, sendo que 58 delas são de energia eólica, e o restante, de transmissão. As vendas vão fazer com que a dívida da Eletrobras caia 6 bilhões de reais, para 17 bilhões”. Sobre as distribuidoras constatou: “Geram prejuízos, empregam 6 mil pessoas”. Imagina o futuro: “A Eletrobras é uma holding que tem quatro ativos principais: Furnas, Chesf, Eletronorte e Eletrosul. Acredito na transformação da Eletrobras numa empresa brasileira como a Embraer. O governo não seria mais o controlador”. Alerto agora eu: com base no que vem acontecendo: a China comunista vai ficar com parte importante desses ativos.

A privatização de si é ótima: traz racionalidade de custos, produtividade, competitividade, melhores serviços aos usuários. Diminui o poder do Estado sobre o cidadão, acaba com rombos orçamentários que pesam no cangote do contribuinte. Permite que o dinheiro público poupado da ineficiência, gastança e corrupção seja empregado em escolas, postos de saúde, tanta coisa mais. Ainda lembro, aumenta riquezas, gera renda, cria empregos. Bastaria o exemplo do setor da telefonia no Brasil. Nada disso coloco em tela de juízo. E nem proponho políticas nacionalistas, reservas de mercados, fechamentos ao capital estrangeiro.

Só destaco o óbvio ululante: inscientes (o mínimo), estamos criando gravíssimo problema de segurança nacional com a entrega a potências estrangeiras, mais especificamente, ao comunismo chinês, de setores-chave da economia nacional. Segurança nacional é irmã gêmea de independência nacional.

Todos estão vendo, cada vez mais a China hoje se ergue como o grande adversário dos Estados Unidos e o Brasil, se não acordar, caminha para ser peão chinês desse jogo. Coerentemente, também não vejo com tranquilidade estatais de outros países gerindo parte importante da riqueza nacional. Elas são instrumentos de governos, que vão e vêm segundo eleitorados instáveis. Privatizar deveria significar o que é: entrada do capital privado, nacional ou estrangeiro, em setores antes controlados pelo Estado.


Estamos diante de indiferença suicida, anestesiadas misteriosamente as fibras do patriotismo e da religião. Em 1453 caiu Constantinopla. Ainda havia resistência na cidade sitiada, mas, dizem historiadores, os bizantinos por descuido deixaram semiaberta o portão da muralha noroeste. Por lá entrou destacamento otomano e decidiu a batalha. Temamos portões deixados abertos por descuidos, otimismos e superficialidades.